Slidefy Talks #03 – Edgar Muniz

Slidefy Talks #03 – Edgar Muniz

Na terceira edição do Slidefy Talks, quem vem dividir um pouco do seu conhecimento com a gente é o Edgar Muniz, CEO da CAV17.

Vamos às perguntas!

Edgar, você poderia contar um pouco sobre a sua jornada empreendedora?

Acho legal comentar que minha jornada empreendedora começa quando saio de casa aos 15 anos por iniciativa própria e sem recursos para estudar. Fui parar em um colégio interno de ensino federal e que foi a grande escola da minha vida.

Como empreendedor no ambiente de negócios, minha primeira sociedade foi em uma empresa de assessoria tributária no ano de 2005 em que fiquei sob um contrato de vesting com a condição de alavancar as vendas. Alcancei a meta e obtive 30% do business, ganhei uma boa grana mas resolvi sair por diferenças de visão com o outro sócio.

Depois disso já fui sócio de uma empresa de consultoria na área de Petróleo & Gás, de uma empresa de engenharia em telecomunicações, de uma startup de inteligência em negócios industriais e agora toco a CAV17, uma salestech em fase pré-operacional. Diante de toda essa jornada, o que mais impactou foi a mudança de mindset de um modelo tradicional para um modelo lean startup.

Agora a frente da CAV17, quais são seus principais desafios e como você enxerga que a comunicação pode te ajudar a enfrenta-los?

O principal desafio hoje é escalonar a operação do Bootcamp de Vendas, uma experiência que desenvolvi para que outras empresas possam estruturar a operação comercial de times que estão em fase de alcançar o product market fit ou já em fase de escala. Minha principal entrega é a prospecção outbound multicanais, até pelo meu histórico de 20 anos trabalhando com vendas. Tenho como premissa que esse crescimento inicial deve ser operando em bootstrap, passando pela contratação de um time de vendas e pela geração de receita para pagar o custo de desenvolvimento do MVP.

Com esses tantos desafios, a comunicação pra mim precisa ser muito direcionada aos pontos de conversão do meu pipeline, como a elaboração de cases de sucesso, deck de vendas, apresentação para palestras e estruturação do conteúdo do Bootcamp.

Em que momentos da sua trajetória profissional você sentiu a necessidade de usar apresentações? Obteve bons resultados com elas?

Como sempre trabalhei em equipes de vendas, a necessidade de fazer apresentações sempre esteve presente mas os resultados só melhoram no último ano, quando passei a desenvolver a habilidade de fazer boas apresentações e optei por terceirizar as mais importantes.

Fazendo um recorte para a área de vendas, que é a sua principal atuação hoje, como uma boa apresentação pode ajudar no processo comercial?

O bom deck de vendas que tenho hoje é responsável pela conversão de 80% das oportunidades em negócios fechados. Antes era de 50%, o que era aceitável, mas agora estou acima da média. Esse resultado foi impactado por toda uma reestruturação no roteiro e na elaboração dos slides tendo como base a redução do foco no produto para o foco em uma postura mais educadora e desafiadora com o cliente.

Você já deve ter assistido inúmeras palestras em eventos, congressos e summits. Lembra de alguma apresentação que te marcou?

Me marcou a palestra do Mark Roberge no Vendas B2B Summit Brasil em 2018. O máximo de valor no menor espaço de tempo. É nisso que acredito na hora de fazer apresentações de impacto.

Em seus bootcamps, as apresentações são parte essencial. Como você percebe o efeito de uma boa apresentação na absorção do conteúdo ensinado?

A utilização de mais imagens e menos texto é que tem mais surtido efeito. Percebo isso pela reação boquiaberta das pessoas quando mostro o conteúdo todo em imagem e as pessoas dizem: “caramba, não tinha pensado nisso antes”.